
Os nós que nos cingiam, embora etéreos,
Eram indissolúveis, invisíveis,
Elos marcantes imantados de amor,
Tentei esquivar-me,
Mas havia um universo além de nós dois,
Então, te amei com toda intensidade,
Além dos meus próprios limites.
Eu procurei sentir algo no infinito
E me deparei com o deserto,
Agora somos como o sol e a lua,
Tão distantes...
E se eu não posso te amar,
Por que deixas a tua sombra me perseguir
Teu silêncio segue minha mente
Teu semblante me aquece
Renunciaste uma oportunidade única
Mas se nunca tivesse te conhecido,
Não saberia o que é amar
E nem o gosto da dor de te perder
E Agora aqui estou...
Acorrentada por um amor intermitente
Por sentimentos confusos e inexpressivos
Uma dor excruciante e inexpugnável
Dias auspiciosos esperados
Se transformaram em infortúnio
Dor que enfeitiçou a minha alma,
Foram despercebidas, mas nunca esquecidas,
Permanecem abertas e adormecidas
Em forma de profundas feridas.
